domingo, 2 de março de 2014

Dormir tarde e pouco, consequências




 Dormir pouco e tarde da noite pode prejudicar a saúde de várias formas como:


1. Deficiência no aprendizado e memória

Durante a noite, vários ciclos de sono desempenham importante papel na "consolidação" da memória. A fragmentação do sono ou interrupção destes ciclos podem alterar o correto processo do pensamento, atenção e aprendizagem, principalmente o estado de alerta, concentração, raciocínio e resolução de problemas.





2. Sonolência e preguiça pode causar acidentes no trânsito e doméstico

O sono é importante e reage como uma ditadura ao nosso organismo. De nada adianta forçar a privação de sono, quando ele é percebido, uma hora ou outra o faz dormir. Este fato está sendo considerado o grande vilão para a segurança pública nas estradas brasileiras, pelo alto índice de acidentes fatais. Sonolência excessiva pode diminuir o tempo de reação, tal qual conduzir um automóvel ou caminhão embriagado. 
 
3. Diminuição da libido

Homens e mulheres privados de boas noites de sono relatam libido mais baixa e menos interesse em sexo. Estudos publicados sugerem também que muitos homens com apneia do sono têm baixos níveis de testosterona e consequentemente impotência sexual.


4. A privação do sono pode levar a problemas graves de saúde

    - Doença cardíaca
    - Ataque cardíaco
    - A insuficiência cardíaca
    - Arritmia cardíaca
    - Pressão alta
    - Diabetes

 
5. Envelhecimento precoce

Algumas noites de sono perdido por festas, ou outra situação deixa a pele sem brilho e com olheiras sob os olhos. Se esta perda de sono for crônica aumenta a liberação de cortisol na corrente sanguínea diminuindo consequentemente o colágeno na pele deixando-a com aspecto envelhecido e enrrugado. 

6. Depressão 

Pessoas diagnosticadas por depressão e ansiedade são mais propensas a dormirem menos de 6 hs/noite. 


7. Aumento gradativo do peso corporal

A falta de sono altera a sensação de saciedade estimulando o apetite por alimentos ricos em gordura e hidratos de carbono. Consequentemente aumenta o peso corporal até a obesidade. 




8. Falta de sono pode aumentar o risco de morte

Drástico mas verdadeiro:  
- No "Estudo Whitehall II", pesquisadores britânicos analisaram como os padrões de sono afetaram a mortalidade de mais de 10 mil funcionários públicos britânicos durante mais de duas décadas. Os resultados, publicados em 2007, mostraram que aqueles que tinham diminuído o sono de sete para cinco horas ou menos por noite, tiveram o risco de morte dobrado por doença cardiovascular.
 
 



sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Aparelho intra oral para ronco e apneia do sono ou CPAP



 Em primeiro lugar devemos considerar que a maioria das apneias são  consideradas leves e moderadas, ou seja, com índice não superior a 30 eventos por hora.

O CPAP (Dispositivo que promove pressão positiva de ar contínua nas vias aéreas ) é a melhor opção para:

  1.  diagnóstico de casos graves de apneia obstrutiva (acima de 30 eventos por hora) 
  2. diagnóstico de casos leves (5 a 15 eventos/h) a moderados (16 a 30 eventos/h) em pacientes com risco cardiovascular
  3. pessoas com sonolência diurna excessiva
 Os incovenientes desta terapia são os efeitos colaterais como:  escape de ar pela máscara, claustrofobia,  irritação das mucosas nasais, aerofabia, dor de cabeça, limitação dos movimentos corporais durante o sono, entre outros. Esta situação diminui a taxa de adesão ao tratamento promovendo abandono em mais de 50 % dos casos em curto prazo e 70 % dos casos em longo prazo.

 
As indicações para uso de aparelhos intra orais (AIO) para ronco e apneia do sono são:

  1. pessoas que somente roncam
  2. pessoas com diagnóstico de apneia obstrutiva do sono (SAHOS) de forma leve
  3. pessoas com diagnóstico de SAHOS moderada e IMC dentro da normalidade
  4. pessoas com SAHOS leve a grave com estilo de vida que incluem muitas viagens
  5. rejeição ou intolerância ao CPAP
Em suma:

- Se o ronco é sintoma marcante, se o índice de apneia for leve a moderado, pessoa com IMC normal, sem dessaturações importantes durante o sono, o aparelho intra oral é considerado primeira escolha para o tratamento, conforme as diretrizes aprovadas pela Academia Americana de Medicina do Sono com publicação em fevereiro de 2006. Sempre acompanhado pelo médico do sono e realizado por Dentista Especializado na Área do Sono.
- Se o índice de apneia obstrutiva do sono for grave, pacientes com sonolência diurna excessiva como sintoma primário, com risco cardiovascular, obesas e com altos índices de dessaturação de oxigênio durante o sono, o tratamento com CPAP, com certeza é a melhor opção.
- em alguns casos o paciente pode se beneficiar de ambos tratamentos, por exemplo, aquele que viaja muito. Podendo utilizar o AIO para viagem e o CPAP quando não viaja.

Dra Dilana Oppitz Kochenborger - CRORS 4816
Certificada em Odontologia na Medicina do Sono pela Associação Brasilerira do Sono (ABS)





Apneia do Sono, grande inimigo do coração



Nas últimas duas décadas, o crescente número de evidências científicas deixou claro o impacto dos distúrbios do sono no sistema cardiovasculares. Por exemplo: - pacientes que sofrem de hipertensão arterial sistêmica, estudos mostram a prevalência de distúrbios do sono em 35%, chegando a 70% em casos de hipertensão refratária ou resistente; nos indivíduos coronarianos a prevalência é estimada em 30%; em pacientes portadores de fibrilação atrial, 50%; e, na insuficiência cardíaca, as estatísticas variam de 12 a 53%. Imaginando que temos cerca de 9% das mulheres e 21% dos homens com a forma de Apneia Obstrutiva do Sono (diagnosticados pela polissonografia), fica claro e evidente a nítida associação entre a apneia do sono com doenças cardiovasculares. Naturalmente, esta associação decorre do perfil do paciente na pré-disposição às doenças cardiovasculares, em que o sobrepeso/obesidade e síndrome metabólica são muito comuns. Neste ponto, encontramos um paradoxo: - mais de 20 milhões de brasilerios sofrem de distúrbios respiratórios do sono e, entre eles, 80 a 90% não foram diagnosticados.
Resumindo:
 

·         As pessoas que sofrem de distúrbios do sono, tem cerca de três vezes mais chances de desenvolver a hipertensão arterial em um prazo de até quatro anos, do que os indivíduos que não tem problema.
·         A Apneia do Sono é causa reconhecida de hipertensão além de aumentar o risco de infarto do miocárdio, acidentes vascular cerebral, arritmias, fibrilação cardíaca e outras complicações cardiovasculares.
·         Cerca de 24% dos homens e 9% das mulheres apresentam a Apneia do Sono.
·         As estatísticas aumentam a cada ano, uma vez que cresce o número de obesos no mundo.
·         O tratamento é multidisciplinar e quanto mais precoce, menos chances de desenvolver complicações cardíacas.                                                                                                                                                                                              

domingo, 13 de janeiro de 2013

Sonolência Diurna - possíveis causas e tratamento

Aproximadamente 30% da população adulta sofre de sonolência excessiva do sono, conduzindo a problemas de saúde, desempenho profissional e acadêmico, funções psicossociais e acidentes de trânsito.
 
A causa mais comum da sonolência diurna na sociedade é a privação crônica do sono. Estimativas indicam que dormimos 25% menos que nossos antepassados há um século.

Causas:

Hábitos e estilo de vida inadequados são incompatíveis com a qualidade de sono, como:
  • Uso indiscriminado dos dispositivos de comunicação (celulares, notebooks, internet, televisão,etc.)
  • Festas noturnas, varando noite inteira
  • Trabalho noturno, incentivam cada vez mais a privação do sono
  • Dormir tarde e acordar cedo para os compromissos diários conduz ao déficit de sono e sonolência persistente.
Muitas doenças também trazem os sintomas como:
  • Hipertireoidismo
  • Transtornos psiquiátricos
  • Uso de medicamentos ansiolíticos e antidepressivos
Também alguns transtornos do sono contribuem para aumentar a sonolência diurna, tais como:
  • Síndrome da Apneia Obstrutiva do sono (SAOS) - caracterizada por roncos e paradas respiratórias por mais de 10 segundos, durante o sono;
  • Narcolepsia - condição neurológica que causa surtos de sono muito intenso e incapacitante a qualquer hora do dia, deixando a pessoa desmotivada diante dos afazeres cotidianos. Em condições avançadas, provoca "apagamento" e a pessoa pode cochilar em momentos inapropriados como guiando um carro e causando acidentes graves.
  • Síndrome das Pernas Inquietas e Síndrome dos Movimentos Periódicos dos Membros - sensações desagradáveis nos membros como formigamento, queimação, aflição ou dor na pantorrilha, coxas, pés e braços. A pessoa geralmente tem vontade de levantar ou ficar andando para que a sensação vá embora. O estresse piora a doença.
  • Distúrbio do Ritmo Circadiano - pode causar sonolência ou insônia.
  • Alterações de ambientes - fuso horário, mudança, viagens, etc.
  • Horário de verão
  • Má Higiene do sono - situação provocada comportalmente.
 Tratamento:
O tratamento é individualizado passando por uma avaliação clínica geral e ênfase nos distúrbios do sono. Cada pessoa tem uma necessidade de sono e isso deve ser individualizado. Quando observado quantidade inadequada de sono deve ser abordado:
  • Orientações sobre Higiene do Sono, 
  • Acompanhamento psicoterápico (Terapia Cognitiva Comportamental) para corrigir os hábitos e vícios errôneos e incompatíveis com uma boa noite de sono reparador.
Dra. Dilana Oppitz Kochenborger - CRORS 4846 - é ortodontista especializada pela Faculdade de Odontologia de Bauru (USP) e possui certificação em odontologia na medicina do sono pela Associação Brasileira do Sono.
www.sonoclean.com.br

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Tratamento para apneia do sono por neuroestimulação

Mais de 20 milhões de pessoas sofrem de apneia obstrutiva do sono (SAO) e apenas 10 % delas são tratadas por motivos dos mais variados como: falta de conhecimento do paciente, falta de desejo ao tratamento, falta de encaminhamento dos próprios médicos, entre outros. Mesmo assim, é segmento da saúde promissora.

O padrão-ouro de tratamento na atualidade é o CPAP ( dispositivo de pressão contínua positiva de ar nas vias aéreas), mas estudos mostram que apenas 54% dos pacientes aderem ao tratamento.

Na disputa de mercado empresas desenvolveram os dispositivos de neuroestimulação implantável no intuito de tornar-se padrão-ouro no tratamento da apneia do sono moderada a grave.

Este aparelho baseia-se na neuroestimulação do hipoglosso (músculo da língua). É composto de eletrodos colocados cirurgicamente na parede anterior torácica e conectado a um gerador de pulso programável externamente para cada paciente. Este aparelho proporciona aumento do tônus aos músculos da língua, evitando que ela entre em colapso na orofaringe e, consequentemente, permite a respiração normal durante o sono.

Enquanto esta tecnologia não chega ao Brasil, a melhor indicação para o tratamento da SAOS leve e moderada é o uso de aparelho odontológico intra-oral e para os casos graves o CPAP.

Dra Dilana Oppitz Kochenborger - CRORS- 4816
www.sonoclean.com.br
Certificada em odontologia na medicina do sono pela Associação Brasileira do Sono

domingo, 26 de agosto de 2012

Tratamento do ronco, apneia do sono e bruxismo: abordagem odontológica

Existe uma infinidade de opções de aparelhos intra-orais (AIOs) para tratamento do ronco, apneia do sono e bruxismo. Por esta razão, cabe ressaltar que todo o cirurgião-dentista que deseja conduzir este tratamento deve ter conhecimento e fundamentação em:
  1. Medicina e biologia do sono;
  2. Qualificação teórico-prática para condução do tratamento;
  3. Capacitação para trabalhar de forma multiprofissional. Sendo a área da medicina que envolve o maior número de especialidades para abordagem de tratamento.

Muito estudo e pesquisa aproximou a classe médica e odontológica e, o intercâmbio de informações facilitou o trabalho em busca do sucesso e adesão ao tratamento.

A indicação do tratamento com AIO (aparelho intra-oral) é feita pelo médico por escrito ao CD (cirurgião-dentista), que por sua vez realizará a seguinte:

Abordagem odontológica de tratamento:
  1. Anamnese e exame clínico para indicação ou contra-indicação do AIO
  2. Exames laboratoriais (opcional)
  3. Confecção e instalação do AIO
  4. Acompanhamento do tratamento e possíveis efeitos colaterais
  5. Solicitar exame de polissonografia final com AIO em boca para avaliação do grau de sucesso
  6. Conforme for a resposta, se: positiva - proservação de tratamento e se negativa reencaminhamento ao médico de origem. Em ambas situações o médico que indicou deve acompanhar o tratamento concomitantemente.
  7. O acompanhamento de tratamento deve ser em longo prazo 

Indicações formais dos aparelhos intra-orais 

  1. Primárias: Ronco, Resistência das Vias Aéreas Superiores, Apneia leve e moderada
  2. Secundárias: Apneia grave, quando o paciente não se adapta ao CPAP; coadjuvante à cirurgias nasais e garganta; falência do tratamento comportamental.
Vantagens para escolha do tratamento com AIO (aparelho intra-oral):
  1. Primeira escolha para apneia leve e moderada pela Academia Americana de Medicina do Sono (AASM)
  2. Cabe na palma da mão
  3. Não faz barulho
  4. Não é elétrico
  5. Ótima opção para viagens
 Desvantagens dos AIOs
  1. Alguns efeitos colaterais em longo prazo, com pequenas mudanças  na posição dos dentes, mas mediante ao problema de saúde que a apneia oferece, este efeito não é considerado.
  2. Menor eficácia para apneia grave
Indicações odontológicas para instalação do AIO:
  1. Saúde periodontal
  2. Ausência de cáries
  3. Articulação temporo-mandibular (ATM) saudável ou disfunção de ATM sob controle
  4. Possibilidade de avanço mandibular para anterior maior de 3 mm além da mordida de topo.
Indicações comportamentais:

 Solicita-se ao paciente quando iniciar o tratamento com aparelho intra-oral mudança de estilo de vida como:
  1. Emagrecer quando necessário
  2. Manter rotinas para dormir e acordar
  3. Evitar fumar e beber, principalmente à noite
  4. Evitar medicamentos sedativos para dormir sem prescrição médica
  5. Fazer exercícios físicos regulares
  6. Dormir em quarto escuro e fresquinho
  7. Dormir em decúbito  lateral ou seja de lado
  8. Utilizar travesseiros especiais, rolos para entre pernas com finalidade de ajudar dormir de lado
  9. Manter revisões médicas para doenças de base
Conclusão: 
Não importa quem inicia o diagnóstico de suspeita de apneia do sono, se pelo médico, dentista, fonoterapeuta, psicólogo, fisioterapêuta, mãe, pai, professor ou babá.

Importante é estabelecer plano de tratamento precoce por equipe multidisciplinar afinada, minimizando os efeitos dos transtornos respiratórios do sono sobre a saúde ou evitando a progressão das suas comorbidades como infarto do miocárdio, AVCs, hipertensão arterial e outras.

Dra Dilana Oppitz Kochenborger - CRORS 4816
Certificada em odontologia na medicina do sono pela Associação Brasileira do Sono (ABS)
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