sábado, 18 de setembro de 2010

Receitas de chás para dormir

Ah! Como é bom deitar a cabeça no travesseiro, reencontrar o ritmo calmo da respiração, apagar todas as preocupações e estresses do dia para entrar no mundo da noite com bons sonhos.


O pulo-do-gato para relaxar à noite é aproveitar ao máximo o poder terapêutico no preparo de um bom chazinho antes de dormir, sendo a primeira recomendação feita por médicos aos insones.


 Mas, atenção! Há segredos quando a intenção é transformar o ato de tomar chá num antídoto aos insones.

 Evitar à noite os chás preto, verde, branco, mate, puro ou em misturas aromáticas. Infusões a base de rosa, laranja e canela também devem ser descartados, pois são energéticos e tem efeito estimulante.


Optar por ervas frescas sedativas como: melissa, flor seca de maracujá, valeriana, alface, erva-cidreira, erva-doce, camomila e hortelã.


Se quiser incrementar, crie um coquetel quente misturando camomila, erva-cidreira, flor de maracujá e melissa. É uma delícia e ajuda a fazer as pazes com o travesseiro.


 Como preparar corretamente seu chá:

 Para infusão de folhas, pétalas ou flores siga a seguinte fórmula:
  1.  Para cada litro de água use 4 colheres de sopa da erva fresca ou 2 colheres da erva seca. 
  2.  Ferva a água separadamente e depois numa vasilha despeje o líquido sobre elas assim que começar a ebulição.
  3.  Tampe a vasilha e deixe repousar 10 minutos;
  4. Coe em um bule pré escaldado.
Preparo para dormir bem:
  1. Escolha louças bonitas para servir o chá;
  2. Acomode-se em uma poltrona confortável e aconchegante;
  3. Agasalhe-se, se estiver frio, e tome o líquido sem pressa. Nesta atitude você já começa a descontrair, sinalizando ao cérebro que a última etapa do dia começou e que em poucos minutos seu corpo entrará em estado de repouso.
  4. Depois de tomar o chá, sente-se na cama, feche os olhos e ocupe os pensamentos com fatos agradáveis.
  5. Quando estiver relaxada, deite-se e preste atenção na respiração. (evita que as preocupações voltem à cabeça)
  6. Pronto! Siga a essência dos sonhos. 
Receitas de chás:

  • Hortelã para acalmar: Em uma xícara de chá, coloque 1 colher de sopa de folhas frescas de hortelã bem picadinhas e adicione água fervente. Abafe por 10 minutos, coe e acrescente 1 colher de sobremesa de suco de limão.
  • Erva-doce para ansiedade: coloque 1 colher de sobremesa de folhas e ramos bem picadinhos de erva-cidreira-verdadeira em uma xícara de chá de água fervente. Abafe por 10 minutos e coe.  
  • Endro para o sono: em uma medida de 2 xícaras de água fervente, misture 1 colher de sopa de erva seca. Adoce com mel. 
  • Chá de alface como calmante: ferva rapidamente 2 folhas de alface fresca em 1medida de xícara de chá de água. A temperatura ideal para tomar este chá é morna. Evite deixar a colherzinha dentro da xícara, pois o metal altera as propriedades da alface. 
  • Erva-doce para repouso garantido: Em 1 litro de água ferva 10 g de sementes. Coe e beba. 
  • Manjericão para bons sonhos: Ferva 2 copos de água e coloque 1 colher de chá de folhas de manjericão. Deixe descansar por 10 minutos. Coe e beba.
Atenção: adoçar o chá compromete seus princípios ativos. Mas, não há problema nenhum em usar com moderação mel ou açúcar mascavo.

 Só me resta então, desejar todos, uma boa noite de sono e sonhos.

 Dilana Oppitz Kochenborger- CRO 4816
 www.sonoclean.com.br
dilana@sonoclean.com.br 
Especialista em Ortodontia e Ortopedia Facial 
Área de atuação em Odontologia do Sono

sábado, 17 de julho de 2010

Melatonina - qualidade do sono e juventude

A melatonina (N-acetil-5-metoxitriptamina) é um hormônio natural produzido pela glândula pineal, cuja secreção está diretamente relacionada ao ciclo claro-escuro. É um poderoso antioxidante e tem papel fundamental na regulação do estado sono/vigília, do ritmo de processos anti-inflamatórios, no combate a radicais livres, participando inclusive no controle do relígio biológico.

Promessas de manter a juventude:

A melatonina tem como principal função de regular o sono, ou seja, em ambiente escuro e calmo, seus níveis no organismo aumentam  causando sono. Outra função, não menos importante, é o efeito protetor diminuindo a taxa de mortalidade, bem como sua possível ação de retardo do envelhecimento e redução dos radicais livres (estresse oxidativo).

Melatonina e a idade:

Quando o indivíduo envelhece a glândula pineal calcifica diminuindo consequentemente a produção da melatonina. Começa a diminuir na puberdade e mais de 90% aos 70 anos. "Isso é a explicação para a insônia comum na terceira idade", diz o neuroloogista Andrew Monjan em entrevista a revista SUPER.

Respostas de defesa imunológica e inflamatória no organismo 

Em vários modelos experimentais de choque séptico e não-séptico, a melatonina tem efeito protetor, atuando como modulador de respostas inflamatórias e imunológicas. Estes efeitos podem ocorrer em concentrações compatíveis com o pico noturno de melatonina, ou em concentrações muito maiores, que sabidamente podem ser alcançadas quando administradas como fármaco.

Tratamento com melatonina:

 A melatonina não é considerada medicação, porque  é produzida pelo próprio organismo. Está mais para suplemento vitamínico. Por ser natural não produz efeitos colaterais, não induz dependência nem perde a eficácia com o tempo prolongado de uso. Os produtos encontrados no mercado são importados, com dosagem entre 1a 3 mg de hormônio. Tomar um comprimido à noite 2 horas antes de dormir. "Não recomendo o uso de ,melatonina se antes conversar com profissional e estudioso no assunto.


Contato para maiores esclarecimentos e referências bibliográficas:
 Dra Dilana Kochenborger - CRO 481
 www.sonoclean.com.br
 dilana@sonoclean.com.br

domingo, 30 de maio de 2010

Exercícios para RONCO

A Síndrome da apneia obstrutiva do sono (SAOS) é caracterizada pela obstrução total ou parcial da passagem de ar pela garganta por mais de 10 segundos, várias vezes por noite. É altamente prevalente na população mundial, masculina. Depois de instalada, com o passar do tempo, poderá gerar pré-disposição para o aparecimento de arritmias cardíacas, pressão alta, derrames cerebrais (AVC) e infarto do miocárcio.

Um dos sinais mais comuns que evidencia a presença do problema é o ronco alto durante o sono. A flacidez muscular faz com que as estruturas da garganta vibrem enquanto o ar passa. Normalmente a boca se abre e a língua vai para trás, dificultando a passagem de ar.
Podemos considerar o desenvolvimento e tratamento da apneia obstrutiva do sono (SAOS) como problema desafiador para pesquisadores, médicos e profissionais da saúde ligados ao assunto. A eficiência dos métodos atuais como dispositivos portáteis (CPAP) e aparelhos intra-orais (AIO), assim como a perda de peso, cirurgias e mudança de estilo de vida, variam muito em função do perfil do paciente e gravidade do caso.

Em concomitância aos tratamentos convencionais, são indicados série de exercícios com acompanhamento de fonodióloga, direcionados para o fortalecimento da musculatura da língua e garganta (palato mole).  São considerados complemento de tratamento e realizado com muita disciplina na vida diária do indivíduo para manter boa tonicidade muscular.

Esta  prática oferece bons resultados em 3 meses, na redução da apneia moderada para leve, no som do ronco alto para muito próximo da respiração normal e redução em média de 1 cm na circunferência do pescoço. Podemos considerar excelente alternativa de tratamento complementar para a SAOS.

Para saber mais, entre em contato com:
Dra. Dilana Oppitz Kochenborger
www.sonoclean.com.br
dilana@sonoclean.com.br
fones (51) 3024 4429 ou (54) 3331 5207








quinta-feira, 13 de maio de 2010

Apneia do sono em obesos

A prevalência mundial da obesidade vem crescendo de forma assustadora na últimas décadas em todas as idades, sendo considerado problema contemporâneo de saúde pública e mais importante de todos os tempos. Os custos para os governos com suas complicações atingem cifras de bilhões de dólares. 


O paciente obeso apresenta risco aumentado para inúmeras doenças, tais como hipertensão arterial, dislipidemia, cardiopatia isquêmica, diabetes mellitus, colelitíase, doenças respiratórias como síndrome de apneia hipopneia obstrutiva do sono (SAHOS), cânceres e artrite.

Podemos entender  SAHOS como doença crônica, progressiva, incapacitante, com alta morbidade e mortalidade cardiovascular, caracterizada pela fechamento repetitivo das vias aéreas superiores durante o sono causando apneias e hipopneias com aumento do esforço respiratório. Como sintomas gerais, está presente o ronco, as pausas respiratórias, sono fragmentado, sonolência excessiva, desordens de humor, diminuição da libido e déficits de atenção e memória entre outros.

Podemos entender como sobrepeso o resultado de um balanço energético positivo e de longa duração, onde o índice da massa corpórea (IMC) está acima de 27 km/m2, a circunferência abdominal maior que 94 cm para homens e 80 cm para mulheres.

Aproximadamente 70% dos indivíduos apneicos são obesos. Esta  correlação é causado por estreitamento ou obstrução das vias aéreas superiores pelos tecidos moles da orofaringe, levando ao colapso durante o sono.

Portanto, a perda de peso para esses pacientes é essencial na redução da severidade da SAHOS e suas comorbidades. Porém, somente o tratamento clínico de emagrecimento não é eficaz a longo tempo, o que não ocorre com o tratamento cirúrgico.

Harman et al (1981) realizaram estudo para determinar o efeito da perda de peso sobre o índice de apneia em indivíduos obesos mórbidos do sexo masculino. E concluiram através do estudo polissonográfico que houve um declínio significativo dos episódios de apneia por hora, após uma perda em média de 47% do peso inicial. 

Rajala et al (1991), estudaram onze pacientes obseos com IMC maior que 40 kg/m2 e que realizaram gastroplastia, foi observado que seis desses pacientes não apresentavam mais episódios de apneia obstrutiva do sono.
 
De acordo com Scheuller (2001), indivíduos após 12 anos de cirurgia bariátrica apresentaram uma diminuição de 55% no índice dos distúrbios respiratórios. 

São condidatos ao tratamento cirúrgico, indivíduos com Índice de Massa Corporal (IMC) maior que 40 kg/m2, ou com IMC superior a 35 kg/m2 associado a comorbidades como apneia do sono, hipertensão arterial, diabetes melitus, artropatias, dislipidemias.  

Segundo o Consenso Latino-Americano de Obesidade são reconhecidas três técnicos cirúrgicas: 
  • Totalmente restritivo - causam restrição do estômago (Banda Gástrica Ajustável, Cirurgia de Mason, Cirurgia de Sleeve)
  • Misto e predominantemente restritivo - os desvios gástricos como o Bypass Gástrico com e sem anel
  • Misto e predominantemente disabsortivo - as derivações bileopancreáticas (Duodenal, Switch, Scopinaro)
A técnica cirúrgica mais conhecida e estudada é chamada Bypass em Y de Roux. Esta cirurgica inicia com uma videolaparoscopia. O estômago que tem capacidade para cerca de dois litros é seccionado de maneira a se obter um novo estômago com capacidade de 15-30 ml.   Inicialmente, o funcionamento da cirurgia é através da restrição de ingestão de alimentos sólidos e em menor parte por disabsorção, uma vez que cerca de 150 cm do intestino delgado são desviados (técnica mista - predominantemente restritiva) 

O emagrecimento acentuado pode requerer cirurgias plásticas para retirada do excesso de pele.

Qualquer que seja a técnica cirúrgica escolhida, o paciente precisa ser acompanhado de perto por equipe especializada multidisciplinar.

Conclusão:

A perda de peso é essencial na redução da severidade da SAHOS, sendo o tratamento cirúrgico o que oferece maior resultado em pacientes com obesidade mórbida.

Contato: SonoClean
Dilana Oppitz Kochenborger - CRO 4816
Ortodontista com área de atuação em Odontologia do Sono
(51) 3024 4429 ou (54) 3331 5207
www.sonoclean.com.br
dilana@sonoclean.com.br
 

terça-feira, 13 de abril de 2010

Dez motivos para você usar aparelho intra-oral em caso de ronco e apneia do sono

  
  1. Reduz o ronco primário em 100%
  2. Reduz a apneia do sono leve e moderada em 80%
  3. Restaura a qualidade de vida
  4. Cabe na palma da mão
  5. Não necessira de energia elétrica
  6. Não faz barulho
  7. É fácil de tranportar em viagens de avião ou ônibus
  8. Seu custo é muito baixo em relação as demais opções de tratamento
  9. Tem maior aceitabilidade e tolerância pelo conforto
  10. Método de tratamento não invasivo.

      

domingo, 11 de abril de 2010

Para quem ronca!

"Este casal não dorme com qualidade. Ele, porque ronca e ela porque tal barulho a deixa insone."

Roncar ou conviver com alguém que ronca é muito comum. Este distúrbio afeta mais de 1/3 dos adultos, correspondendo à profundas transformações na convivência conjugal e na vida do indivíduo sob aspecto físico, mental, psicológico e social.

O ronco além de causar constrangimentos entre os familiares, pode se tornar alvo de brincadeiras e chacotas entre os amigos ou ser motivo de divórcio.

Para melhor entendimento, o ronco é a vibração dos músculos da garganta quando o ar passa provocando som alto e estridente.


Qual é a causa do ronco:

- Dormir em supina ou barriga para cima
- Peso corporal aumentado com excesso de gordura no pescoço e abdomem
- Processo de envelhecimento
- Causas anatomicas como retrognatia mandibular (queixo pequeno), maxila estreita robando espaço da língua, presença de hipertrofia de amígdalas, desvio de septo, obstruções nasais, rinites, etc)
- Causas comportamentais como uso de bebidas alcoólicas, vida sedentária, uso abusivo de tranquilizantes

O ronco mata?

O ronco primário não, mas pode evoluir e se associar com outro transtorno, que é a apneia obstrutiva do sono. Este distúrbio, sim, pode levar a morte ou antecipá-la.

Então o ronco indica que algo está errado com a saúde e o sono?

Correto! O simples fato de roncar causa microdespertares degradando a qualidade do sono. Este fato demontra que algo está errado com a respiração durante o sono e pode levar, com o tempo, a consequências graves quando se associa a apneia do sono. 

O que é apneia do sono?


 É o bloqueio da passagem de ar pela garganta por mais de 10 segundos durante o sono. Pode acontecer várias vezes por hora, fragmentando o sono e potencializando para o surgimento de doenças do coração, cérebro e metabólicas.

Como saber quem sofre de apneia? 

Respondendo as perguntas abaixo:

  1. Presença de ronco alto e estridente
  2. Presença testemunhada de paradas respiratórias durante o sono
  3. Cochila durante o dia em qualquer situação monótona
  4. Tem sono agitado
  5. A memória e atenção estão reduzindo
  6. Já sofreu de acidente de automóvel ou doméstico por sono ou falta de atenção
  7. Dor de cabeça matinal
  8. Palpitação e sustos durante a noite
  9. A pressão arterial está aumentando
  10. O peso corporal está aumentando
  11. Está irritado
  12. Impotência sexual
Se possuir mais de 4 dos itens acima, procure um médico do sono ou dentista especializado nesta área para realização de exames específicos, diagnóstico e planejamento de tratamento adequado.

Atenção! Certifique-se que o profissional segue as exigências preconizadas pela AASM (American Academy of Sleep Medicine) e lembre-se que:

"O sono noturno é fonte inesgotável do suprimento de energia que alimenta a vida em todas a suas expressões"
 

Pense bem nisso!



Para maiores esclarecimentos e respostas para outras dúvidas entre em contato com
Dra. Dilana Oppitz Kochenborger
www.sonoclean.com.br
dilana@sonoclean.com.br  ou
(51) 3324 4429 - Av Independência 1211, conj 210 - Porto Alegre - RS
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domingo, 14 de março de 2010

Apneia do sono na infância (PARTE II)



        SAHOS é o distúrbio do sono caracterizado por episódios repetidos de obstrução total ou parcial das vias aéreas superiores associado à dessaturação de oxigênio da hemoglobina no sangue arterial e alterações da arquitetura do sono. Na infância sua marca registrada está associada ao aumento da resistência das vias aéreas superiores (VAS). 

       A primeira referência das desordens respiratórias associadas ao sono em crianças data de 1836, quando o novelista inglês Charles Dickens em sua obra "Phosthumous Papers of the Pickwick Club" descreveu um garoto obeso de 10 anos de idade, que passava a maior parte do tempo dormindo e roncando alto, em situações semelhantes ao relatos atuais dos pacientes com síndrome da apneia obstrutiva do sono (SAHOS).

       Somente nas últimas décadas a SAHOS na infância adquiriu importância crescente, quando em 1892, William Osler abordou pela primeira vez a ligação entre os sintomas diurnos e noturnos ao aumento crônico do tecido linfonoide. Em 1976, os estudos em crianças foram retomados por Guilleminault e colaboradores ao descreverem a síndrome como condição grave que difere na apresentação clínica, fisiológica, polissonográfica e sequelas em comparação com adultos.

Prevalência

       Estima-se que a prevalência de ronco em crianças seja de 3 a 12% e a SAHOS de 0,7 a 3%. Ocorre em qualquer momento, desde recém-nascidos até adolescentes. A predominância em pré-escolares na faixa etária entre três a cinco anos de idade coincide com o pico de maior crescimento do tecido linfonoide na faringe. Dados da literatura sugerem que a proporção da SAHOS é igual entre os gêneros em crianças. A provável explicação é por não apresentarem a influência dos hormônios sexuais. Na pós-puberdade a distribuição segue com predominância do gênero masculino.

Fatores de risco para a SAHOS na infância:

        A etiologia é multifatorial decorrente da associação de fatores anatômicos obstrutivos (hipertrofia adenotonsilar, laringomalácia ou má formação craniofacial) e neuromotores (hipotonia da musculatura faríngea e síndromes neurológicas que permitam o relaxamento excessivo e colapso da via aérea durante o sono).

Meios de diagnóstico
 Os principais sinais e sintomas noturnos são:
  • ronco habitual (mais de 4 noites/semana)
  • paradas respiratórias testemunhadas
  • desconforto respiratório
  • sono agitado
  • sudorese profusa
Os principais sinais e sintomas diurnos são:
  • hiperatividade
  • falta de atenção
  • agressividade
  • sonolência e preguiça
  • problemas de aprendizado
  • respiração bucal
Achados no exame físico:
  • presença de obstrução nasal
  • hipertrofia adenotonsilar
  • presença de alterações dentocraniofaciais como maxila estreira, palato profundo, má oclusão dentária (mordida cruzada posterior, mordida aberta anterior, incisivos protruídos) incompetência labial, lábio evertido, hipotonia dos músculos elevadores da mandíbula, língua alongada, alterações posturais da língua, alterações de dicção, mastigação e deglutição.
Tratamento

        Tradicionalmente a adenotonsilectomia tem sido o tratamento de eleição. Esta abordagem é limitada pelos riscos cirúrgicos e em alguns casos recorrentes, pois não está claro a proporção de crianças com aumento do tecido tonsilar que sofrem de SAHOS.

       Com muito sucesso, a ortodontia mecânica ou funcional  vem sendo associada ao tratamento medicamentoso ou cirúrgico otorrinolaringológico, pois o método amplia a cavidade bucal aumenta a passagem de ar nasal e espaço orofaríngeo, além de corrigir a má oclusão.

Conclusão

        Devemos levar em consideração o valor do diagnóstico precoce dos trantornos respiratórios do sono em crianças assim com pronto tratamento, seja para atresias dos maxilares, tratamento das alergias respiratórias ou das hipertrofias adenotonsilares. O intuito é evitar a transferência do problema para a fase adulta.

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